12 de agosto : Conselheira do Crea-TO explica sobre o papel da agronomia como garantia de Direitos Humanos
12 de agosto de 2025, às 8h07 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos
O Dia Nacional dos Direitos Humanos foi estabelecido em 2012, com a finalidade de promover e fortalecer as políticas já existentes para a promoção e defesa dos direitos humanos. A data escolhida, 12 de agosto, homenageia a líder sindical Margarida Maria Alves.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) estabelece que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.
Mas como a engenharia contribui para a garantia desses direitos? Em que medida a engenharia atua como um pilar na defesa dos direitos humanos? Através da engenharia, muitas pessoas podem ter uma vida mais digna, com acesso a tecnologias eficientes, infraestruturas adequadas, saneamento básico e recursos alimentares, entre outros benefícios.
Agronomia e Direitos Humanos
Pensando na engenharia agronômica como meio essencial aos direitos básicos dos seres humanos, a conselheira do Crea-TO Eng. Agr. Rosângela de Oliveira destaca a correlação entre ambos os temas. “A Engenharia Agronômica vai além das práticas de cultivo e produção. Ela está profundamente ligada a direitos humanos fundamentais, como o acesso à alimentação de qualidade, à saúde, à terra, à preservação da natureza e a um desenvolvimento que respeite as pessoas e o meio ambiente. O engenheiro agrônomo não é apenas alguém que trabalha no campo — é um agente essencial para o bem-estar coletivo. É por meio do seu trabalho que conseguimos construir sistemas agrícolas mais equitativos e sustentáveis, valorizando os conhecimentos tradicionais, apoiando pequenos produtores e enfrentando desigualdades sociais”.
“Ao adotarmos a agroecologia, fazemos mais do que produzir alimentos. Estamos garantindo o direito das pessoas a uma alimentação saudável, preservando os recursos naturais com responsabilidade e cuidando do planeta para as futuras gerações. A agronomia também exerce um papel vital na segurança alimentar, no acesso à água, no uso consciente da terra e na valorização das famílias rurais — que frequentemente são as mais afetadas por dificuldades. Cada ação nesse campo representa um passo em direção à justiça social”, enfatiza.

A Engenheira ainda pontua a relevância da agronomia para o avanço da sociedade. “Acredito que a agronomia deve ser reconhecida como uma parceira essencial na construção de um mundo mais humano. Ela não simboliza apenas produção; ela representa dignidade, respeito, justiça e esperança — tanto no campo quanto na cidade, em cada alimento que chega à nossa mesa”, reitera.