Engenheiras, Agrônomas e Geocientistas: mulheres que transformam desafios em oportunidades
8 de março de 2026, às 7h00 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos
O mundo já não é o mesmo: as tecnologias avançaram, a ciência evoluiu e, junto a tudo isso, a força feminina. As mulheres descobriram que podem ocupar espaços que há algum tempo eram inacessíveis; perceberam que, unindo forças podem mudar o futuro e construir pontes para as futuras profissionais que virão. Os desafios podem variar ao longo do tempo, mas a persistência é uma ferramenta indispensável para alcançar o sucesso.
Frisando a relevância do Dia Internacional da Mulher, a coordenadora do Comitê Gestor do Programa Mulher do Crea-TO, Eng. Agr. e Eng. Seg. Trab. Adeuma Borges Asevedo, destaca a relevância da data e compartilha algumas experiências ao longo de sua trajetória profissional.

Para você, qual a importância do dia internacional da mulher?
É uma data que nos lembra da força, coragem e determinação de tantas mulheres que vieram antes de nós e abriram caminhos. Ser mulher é carregar sensibilidade e, ao mesmo tempo, uma força imensa para lutar, trabalhar, estudar e conquistar nosso espaço diariamente.
Qual foi o maior desafio que você já enfrentou por ser mulher?
Quando iniciei minha trajetória como estudante do curso de agronomia, a turma era composta por 40 homens e 7 mulheres, sendo que a maioria dos homens veio de cursos técnicos agropecuários e as meninas do científico do ensino médio. Então, tínhamos que provar para nós mesmas que éramos capazes de superar o desafio, pois o curso era praticamente masculino. Agronomia era um curso novo para nossa época, e a própria sociedade discriminava, dizendo que seria um curso para homens.
Como tem sido estar à frente do Comitê Mulher e como os projetos do Programa podem despertar as profissionais do estado?
Estar como coordenadora é um privilégio, pois estou ao lado de grandes mulheres. A contribuição da participação feminina no Sistema Confea/Crea e Mútua é mais do que ocupar espaços, é liderar transformações; é discutir equidade, é gerar oportunidades concretas; mais do que integrar, é desenvolver e impulsionar carreiras.
A presença feminina na engenharia cresce, mas ainda enfrenta barreiras estruturais. O objetivo do programa é promover um ambiente de crescimento profissional, uma rede de oportunidades e um ambiente de conexão entre gerações e ser um vetor de fortalecimento da mulher na engenharia. A equidade de gênero não é apenas inclusão, é desenvolvimento econômico, social e profissional. É sobre protagonismo, independência financeira, oportunidades reais e caminhos claros de crescimento profissional.
O Crea-TO parabeniza as Engenheiras, Agrônomas e Geocientistas do Sistema, reconhecendo a força e o protagonismo feminino, e deseja a todas um Feliz Dia Internacional da Mulher!